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REFORMA DA PREVIDÊNCIA
Cobap pede pagamento até o teto do INSS das pensões por morte
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A Confederação Brasileira dos Aposentados e Pensionistas (COBAP) deu início, na manhã desta terça-feira (13), a série de visitas aos senadores da república para tentar corrigir o texto da reforma da Previdência que trata da pensão por morte.

De acordo com o texto da reforma aprovada na Câmara dos Deputados, o membro do casal que continua vivo, e se não possuir dependente, terá direito de se aposentar com apenas 60% do valor do rendimento do falecido. A COBAP sugere a garantia aos pensionistas recebimentos até o limite do teto do INSS (atualmente em 2019 o valor do teto é de R$ 5.839,45), ou seja, que a soma dos rendimentos do casal tenha por parâmetro o valor máximo dos benefícios previdenciários.

O presidente da COBAP, Warley Martins, pede mudança.

senado“Se a matéria da pensão por morte não for alterada aqui no Senado, essa injustiça vai colocar em risco principalmente o bem estar das famílias sustentadas pelos aposentados”, afirmou o presidente. “Tenho certeza que os senadores estarão atentos a essa proposta e trabalharão para fazer as mudanças necessárias no texto da reforma, para evitar mais miséria nas famílias brasileiras”, finalizou Warley.

Nesta semana, as visitas serão feitas pelas lideranças do movimento de aposentados dos estados de Santa Catarina e Minas Gerais, onde entregarão aos senadores um documento questionando o texto aprovado pelos deputados federais e, ao mesmo tempo, propõe mudanças na matéria que será apreciada no Senado.

O senador Paulo Paim (PT/RS), liderança que sempre atual em defesa dos aposentados, foi o primeiro a receber o documento das mãos da comitiva da COBAP. O senador se mostrou sensível à causa e prometeu atuar em defesa da proposta para evitar que mais essa injustiça contida na reforma da Previdência seja aprovada.

Já o senador Carlos Viana (PSD/MG) prometeu verificar junto à sua equipe técnica a viabilidade de elaborar uma emenda ao texto da reforma para tentar corrigir mais essa injustiça. Por sua vez, a senadora Zenaide Maia (PROS-RN) se mostrou totalmente contrária à reforma previdenciária. “Vou trabalhar o máximo para que ela (a reforma) prejudique o mínimo possível o povo brasileiro. O movimento de aposentados pode contar comigo contra mais essa injustiça, que é essa tentativa de tirar direitos das pensionistas”, garantiu a senadora.

Os senadores Jorginho Melo (PL-SC) e Álvaro Dias (Podemos-PR) também receberam o documento elaborado pela COBAP.

Além de Warley Martins, a comitiva é composta pelo presidente FEAPESC de Santa Catarina, Iburici Fernandes (SC); o diretor da FEAPESC e da Cobap, Agostinho Schiochetti, os dirigentes Luiz Neri Karloh e José Wilson Della Giostina, além do assessor jurídico, Jorge Rodrigues.
Já o estado mineiro está sendo representado pelo presidente da FAP-MG, Robson Bittencourt, o diretor da COBAP, Adilson Rodrigues, e o dirigente do Deapes Waltencyr de Souza.

PENSÃO POR MORTE EM NÚMEROS

Atualmente, existem cerca de 7,7 milhões de pensionistas junto ao INSS. Isso representa 22% do total dos beneficiários do sistema previdenciário. O valor médio nacional por pensão é de apenas R$ 1.225,80.

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